Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Skinheads voltam a atacar

Três skinheads foram detidos, acusados do ataque ao PM na rua Augusta, em São Paulo. Consta que eles estavam espancando um negro e o policial (que estava à paisana) interferiu para defendê-lo mas foi também covardemente agredido pelos skinheads, tendo inclusive que submeter-se a uma cirurgia reconstrutora porque teve o rosto todo desfigurado.

Os ataques são também freqüentes em Osasco, região da Grande São Paulo, e provocam pavor na comunidade gay da cidade. Outro foco do grupo não só ataca os homossexuais no Paraná, como também espalha cartazes de conteúdo racista pelas cidades.

Esses grupos neo-nazistas tentam reviver uma ideologia que até hoje cobre de vergonha a maioria dos habitantes do país na qual se originou, e que provocou a morte de milhões de judeus. Hoje esses grupos não só perseguem judeus, como também negros, nordestinos, gays, emos...

Racismo é um crime deplorável porque pressupõe que uns são superiores aos outros, mas numa escala de "humanidade" os integrantes desses grupos poderiam ser classificados bem abaixo das amebas. Deus nos criou à sua imagem e semelhança e nos dividiu em raças, portanto somos todos pertencentes à raça humana. Essas outras "sub-raças" nas quais imaginam esses grupos intolerantes que os seres humanos se dividem são apenas fruto de mentes deturpadas pela sensação de poder que uma barra de ferro ou um soco inglês proporcionam.

Acho que essas "pessoas" além de rasparem a cabeça também se despiram de tudo o que distingue humanos dos outros animais, equiparam-se às feras que não reconhecem leis nem territórios, a diferença é que enquanto as feras atacam em defesa própria e de seus filhotes ou para se alimentarem, os skinheads atacam única e exclusivamente para reafirmarem a supremacia da suposta "raça" à qual pertencem.

Com certeza não quero pertencer à mesma raça que eles, pois não deveriam nem merecer o nome de "humanos", pois se havia qualquer coisa de humano dentro deles, há muito tempo já a perderam.

(zailda coirano)

Para ministro, abolição da escravatura é um processo incompleto

O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, afirmou hoje que o processo de abolição da escravatura no Brasil é incompleto. Para o ministro, que concedeu entrevista ao programa Notícias da Manhã da Rádio Nacional, não foram dadas condições dignas de sobrevivência aos ex-escravos.

Na avaliação de Santos, a liberdade dos escravos só poderia ser considerada completa se tivesse sido feita juntamente com reforma agrária - que garantisse o acesso à terra - e com a inclusão dos filhos de negros nas escolas.

“Esse processo é incompleto até hoje. Há uma luta nossa e do governo no sentido de resgatar essa dívida histórica do Estado brasileiro com a população negra. O 13 de maio deve ser celebrado como um processo incompleto da libertação do povo negro do regime de escravidão ”, afirmou.

O ministro falou que a desigualdade racial no Brasil dificulta a adoção da política de cotas para estudantes negros nas universidades. Segundo ele, o sistema de cotas já foi adotado em universidade rurais brasileiras - com reserva de vagas para filhos de agricultores - com resultados bastante positivos. Segundo ele, o avanço agrário no país é fruto desse trabalho.

“É preciso que o Estado cumpra com a função de ser um instrumento de redução de desigualdades. Se existe desigualdade racial, o Estado tem de trabalhar para compensar as desigualdades. Enquanto tratarmos os desiguais como iguais, tudo será mantido. E as cotas são um instrumento de redução das desigualdades”, afirmou o ministro.

Para o ministro, o Supremo Tribunal Federal (STF) garantirá de forma definitiva o acerto da política de cotas. Segundo ele, o governo federal entregará ao Supremo um documento em defesa das cotas para negros nas universidades e no Programa Universidade para Todos (ProUni). O STF iniciou em abril o julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) contra o ProUni.

Fonte: Agência Brasil

Os carecas do ABC

Os Carecas do ABC é um grupo formado na região do Grande ABC, ultra-nacionalista, conservador, fascista e/ou integralista que promove ações violentas contra homossexuais, esquerdistas, diferentes tribos urbanas (em especial àquelas ligadas ao pensamento de esquerda), drogados, neonazistas e em alguns casos judeus, prostitutas, e outras minorias. alguns seguem a doutrina do integralismo, mas em sua maioria são extremistas. O estilo de música predominante entre os integrantes do grupo é o Oi! (Estilo musical feito de SkinHead para SkinHead).

Skinheads

Skinhead é o nome de uma subcultura caracterizada pelo corte de cabelo muito curto ou rapado (há algumas exceções), um estilo particular de se vestir (que costuma incluir botas e/ou suspensórios), o culto à virilidade, ao futebol e ao hábito de beber cerveja. A cultura skinhead é também ligada à música, especialmente ska, skinhead reggae e Oi!, mas também punk rock e hardcore. Suas origens remetem ao Reino Unido na década de 1960, onde são proximamente ligados com os rude boys e os Mod da Inglaterra.

Histórico

As primeiras manifestações desta cultura ocorreram por volta de 1967, alcançando o seu primeiro auge em 1969. Este período é chamado nostalgicamente pelos próprios skinheads como "espírito de 69" (ou "spirit of 69", termo cunhado na década de 1980 pela gangue Spy Kids). Eram majoritariamente formados por brancos e negros (estes últimos em sua maioria imigrantes jamaicanos) que frequentavam juntos clubes de soul e reggae, andavam em gangues e se vestiam de uma forma muito particular, em especial pelo corte de cabelo muito curto (daí o nome skinhead, que traduz-se grosseiramente como "cabeça pelada"). Os skinheads ganharam notoriedade nos jornais e na cultura popular da época por muitos deles promoverem confrontos nos estádios de futebol (o chamado hooliganismo) e alguns deles participarem de agressões contra imigrantes paquistaneses e asiáticos. No entanto, muitas das gangues xenófobas anti-asiáticos detestavam os grupos neonazistas e repudiavam o racismo contra negros, como foi o caso da gangue da década de 1970, Tilbury Skins, fundadora da Liga Anti-Paquistaneses e no entanto um grupo anti-nazista. Numa entrevista do livro Skinhead Nation, Mick, membro de uma das gangues skinheads Trojan, diz:

"Não há como sermos nazistas. Meu pai enfretou nazistas na guerra. Todos nossos pais enfrentaram. A APL [Liga Anti-Paquistanês] é diferente. Só porque eu odeio paquistaneses, isso não me torna um nazista!".

No final da década de 1970 houve uma "segunda geração" skinhead, decorrente da agitação provocada pela cultura punk e que acabou desencadeando um grande interesse por outros movimentos juvenis do passado, como os mods, teddy boys e skinheads. A geração anterior ("espírito de 69") tinha como uma de suas características a ligação com a música jamaicana, principalmente o reggae, o rocksteady e o ska. Com o surgimento da "revolução musical" do punk rock e sua ética de faça-você-mesmo, muitos skinheads se agregaram ao emergente street-punk (então uma vertente anti-comercial do punk) e deram origem ao estilo Oi!, que abrange tanto os aspectos musicais quanto culturais. Isso no entanto não significou o abandono do reggae e do ska. Nos anos 1980 muitos skinheads tornam-se grandes adeptos do ska chamado "Two Tone" ("dois tons", em referência às cores preta e branca — simbolizando a união de raças).

Fragmentação

A partir da década de 1980, a constante pressão da mídia acerca da infiltração do preconceito racial dentro da cultura skinhead (infiltração promovida por uma política deliberada do partido de extrema-direita National Front), somada ao surgimento de um engajamento político dentro desta cultura (tanto à esquerda quanto à direita, além do anarquismo) resultou na fragmentação em vários submovimentos rivais. Desde então, constantemente estes grupos não reconhecem uns aos outros como verdadeiros representantes da cultura skinhead, e é comum que cheguem a se enfrentar fisicamente. Entre os principais atritos estão as divergências explícitas como entre esquerdistas e direitistas, racistas e não-racistas, polítizados e apolíticos. Mas também há grande hostilidade entre grupos de divergência sutil como nazistas e integralistas, conservadores xenófobos e defensores de uma supremacia racial branca, anti-semitas e neonazistas.

Características

A cultura skinhead da década de 1960 era formada majoritariamente por jovens da classe operária britânica. O vestuário skinhead, com botas e suspensórios, reflete em certa medida a indumentária operária da Inglaterra desta época.

Existem diversas particularidades culturais e ideológicas que definem diferentes tipos de skinheads.

No aspecto geral:

* Os tradicionais, ou trads, que estão mais intimamente ligado aos costumes da década de 1960, especialmente a versão inglesa dos rude-boys.
* Os boot-boys (mais tarde chamados de skinhead Oi! ou simplesmente skinhead), forma exagerada e quase caricatural do estilo tradicional e que se tornou a vertente mais comum a partir da década de 1980.
* Os casuais são uma continuação da evolução skinhead, que evoluiram dos hooligans. O estilo ganhou força nos tempos em que se foi proibida a entrada de pessoas com botas dentro dos estádios de futebol, o que obrigou os skins fanáticos pela bolinha, e também, por brigas futebolísticas, a diversificar um pouco seu vestuário, trocando as botas pelo tênis. Com o passar dos tempos o visual dos casuais também evoluiu e ganhou características próprias, sendo utilizado como disfarce para brigas entre hooligans.
* Outros grupos de curta existência como smoothies, suedeheads, crombie boy e outros.

Nas divergências ideológicas (iniciadas na década de 1980):

* Os chamados apolíticos, que se alienam deliberadamente das questões ideológicas da cultura skinhead, travando relações com qualquer dos grupos abaixo (no Brasil, esse tipo é comum em Curitiba).
* Os white power (ou bonehead, como são chamados perjorativamente dentro da cultura skinhead) são defensores da ideologia neo-nazista ou racialista. Sua origem é o sucesso da banda neo-nazista Skrewdriver e a as ações das organizações também neo-nazistas National Front e British Movement que a partir de então aproveitaram da xenofobia (o chamado paki-bash, espancamento de paquistaneses e outros asiáticos) e nacionalismo despolitizado de alguns skinheads para organizar alguns indivíduos brancos num movimento branco-separatista.
* Os SHARP, abreviação de Skinheads Against Racial Prejudice ("skinheads contra o preconceito racial"), originalmente um grupo de combate aos white-powers e mais tarde, com a difusão do movimento racista, uma forma de identificar um skinhead como não-racista.
* Os RASH, Red and Anarchists Skinheads ("skinheads vermelhos e anarquistas"), que promoviam ideologias esquerdistas a princípio como mais uma forma de combate aos white-powers e mais tarde também como forma de combater o caráter direitista da fase politizada da cultura skinhead em geral.

Música

A subcultura skinhead era originalmente associada a gêneros de músicas como o soul, ska, rocksteady e reggae. A ligação entre skinheads e a música jamaicana levou-os a desenvolver o gênero skinhead reggae, utilizado por artiscas como Desmond Dekker, Derrick Morgan, Laurel Aitken, Symarip e The Pioneers. No começo da década de 1970, alguns suedeheads também ouviam bandas britânicas de glam rock como The Sweet, Slade e Mott the Hoople.

O estilo de música mais popular entre os skinheads no final da década de 1970 era 2 Tone, que era uma fusão musical do ska, rocksteady, reggae, pop e punk rock. O gênero 2 Tone, recebe esse nome como referência a uma gravadora em Coventry, Inglaterra que trabalhava com bandas como The Specials, Madness e The Selecter.


Durante este mesmo tempo, porém, a música reggae começou expressar pensamentos de libertação e de sensibilização negra, algo que os skinheads brancos não estariam relacionados (Brown, 2004). Estas mudanças na música era a ameaça de excluir jovens brancos que criou tensões entre a preto e branco que de outra skinheads começou bastante bem ao longo (Hebdige, 1979, pg 58). Isto significa também que a própria música começou a evoluir para formas cada vez menos reggae componentes.

Carecas

No Brasil existem os Carecas, estilo politizado de carácter patriota, ultra-nacionalista, conservador, fascista e/ou integralista que promove ações violentas contra homossexuais, esquerdistas, diferentes tribos urbanas (em especial àquelas ligadas ao pensamento de esquerda), drogados, neonazistas e em alguns casos judeus, prostitutas, e outras minorias. As principais gangues e a maioria dos indivíduos são anti-racistas uma vez que defendem a tese de que a identidade e raça original da população brasileira é a miscigenação de todas as raças, mas existem carecas indiferentes ou simpatizantes, em especial na região Sul e Sudeste do país, onde há um movimento de independência de caráter muitas vezes branco-separatista. As gangues paulistas Carecas do Subúrbio e sua dissidência, Carecas do ABC, se tornaram famosas na cultura popular devido a episódios de violência amplamente divulgados pela mídia. Alguns integrantes dos Carecas do Subúrbio nas comemorações de 1 de maio de 1988, unidos a membros da extinta Ação Integralista Brasileira e do Movimento Participativo Nacionalista Social, além de mais três entidades políticas de extrema-direita, entraram em confronto com manifestantes da organização sindicalista de esquerda CUT. Em 6 de Fevereiro de 2000, o adestrador de cães e homossexual Edson Néris da Silva foi espancado até a morte pela gangue Carecas do ABC, formada por 18 indivíduos, por estar andando de mãos dadas com seu companheiro, Dário Pereira Netto, que conseguiu fugir. Em 7 de Dezembro de 2003 os Carecas do ABC se tornam novamente notícia quando três de seus membros, no caminho de volta de uma reunião da gangue, obrigaram ameaçando com armas brancas dois adolescentes (Cleiton da Silva Leite, 20 anos, e Flávio Augusto Nascimento Cordeiro, 16, que vestiam camisetas com estampa de bandas de punk rock) a pularem pela janela do trem em movimento em que estavam, resultando na morte de Cleiton e no amputamento do braço direito de Flávio.

Em Portugal o termo também é empregado por skinheads patriotas, nacionalistas e conservadores de extrema direita, no entanto o nacionalismo defendido pelos carecas portugueses está profundamente ligado à ideologia da supremacia branca e ao neonazismo, uma vez que estes indivíduos afirmam ser a raça branca a origem e verdadeira identidade portuguesa.

Skinheads espancam policial em SP

O cabo da Polícia Militar espancado na madrugada deste domingo por um grupo de supostos skinheads na rua Augusta (centro de São Paulo) recebeu alta médica depois de realizar uma pequena cirurgia no nariz. Ele foi agredido ao tentar separar uma briga, conforme relatou a colegas da corporação.

Pela manhã, a Polícia Militar chegou a afirmar que o cabo foi socorrido e encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo em estado grave e que corria risco de morte. Entretanto, a assessoria de imprensa do hospital informou na tarde de hoje que o cabo passou por uma pequena cirurgia no nariz e teve alta médica antes das 12h. Ele saiu da Santa Casa consciente e foi para o Hospital Militar para cuidar de trâmites burocráticos de uma eventual dispensa que deverá ter para se tratar.

Segundo a PM, o policial estava de folga. Ele passava pela rua Augusta quando viu três homens agredindo um rapaz que estava sozinho. O cabo tentou separar a briga e acabou sendo agredido pelo trio. Os agressores usaram um soco inglês e uma barra de ferro.

Policiais que patrulhavam a região flagraram o espancamento e prenderam os três supostos agressores, que foram encaminhados para o 4º Distrito Policial (Consolação). Com eles foram apreendidos o soco inglês e a barra usada nas agressões.

A Polícia Civil chegou a elaborar a ocorrência, entretanto, um problema técnico ocorrido no sistema de computadores fez com que os dados fossem perdidos. O registro, então, foi novamente elaborado. Até as 18h, não havia sido divulgado por quais crimes os supostos agressores serão indiciados.

Domingo, 25 de Maio de 2008

Lista atualizada de blogs

O mundo é gay!

Olha o mar de gente na parada do orgulho gay, minha gente! Nós, heteros, já somos minoria...

parada_gay_2008-017

E a parada segue em frente...

A parada segue a todo vapor, a essa hora já toma toda a extensão da Paulista. O movimento está programado para durar até às 21hs e tomara que ocorra na paz, sem incidentes.
Para ler mais, clique no link:

Estadao.com.br :: Geral :: Parada Gay toma a Paulista e líderes pedem direitos iguais

Parada Gay

A parada é um acontecimento em São Paulo, atrai milhares de turistas e os gays aproveitam pra soltar a franga. Nada contra, mas me pergunto qual a finalidade disso. Agora inventaram até uma "parada do orgulho hetero", que também não imagino para que serve. Deve ser uma reação à parada gay...

Talvez a parada seja um movimento para mostrar ao mundo que são gays e que querem ser respeitados. Digo talvez porque me parece uma forma um tanto carnavalesca de tratar assunto sério. Vi num artigo que os casos de homofobia aumentam logo após a parada, portanto se o intuito era o de acabar com o preconceito, está surtindo efeito contrário.

Sei que ao idealizar a parada havia intenções sérias mas acredito que em algum momento elas se perderam, porque o que a parada representa hoje é um aumento do lucro de hotéis, casas noturnas e lojas em geral. Se há uma intenção por trás do evento, pra mim ela não fica muito clara.

Que me desculpem a ignorância, mas como hetero eu jamais desfilaria na tal parada do orgulho hetero, porque acho que minha vida sexual é um assunto meu e se alguém gosta de meninos ou meninas ninguém tem nada com isso.

Em minha opinião a parada serve como evento pitoresco ou turístico, muita gente vai lá apenas para ver o desfile das drags, mas essas mesmo eu duvido que se vistam dessa mesma forma em seu dia-a-dia. Para acabar com o preconceito o próprio gay deveria se aceitar como um ser humano como qualquer outro, e não supervalorizar sua atração por esse ou aquele sexo.

Somos todos seres humanos e temos muitas facetas que nos assemelham ou distinguem dos outros seres e a tendência sexual é apenas uma delas. O próprio gay se discrimina quando enfoca toda sua vida no fato de ser homossexual, fazendo tudo girar em torno de algo que para mim seria natural, mas que ressaltado dessa maneira torna claro que o próprio homossexual se considera um ser diferenciado do restante da humanidade heterossexual.

Se eu fosse homossexual não ergueria bandeiras porque não haveria necessidade disso, quem gostasse de mim teria que me aceitar do jeito que eu fosse e teria que me respeitar porque eu exigiria esse respeito, começando por demonstrar que "ser ou não ser" não muda nada do ser humano em sua essência.

Estava trabalhando num projeto com um colega e a cada duas frases ele inseria:

- Porque eu sou gay, você sabe.

A certa altura quando ele disse "eu sou gay", perguntei:

- E daí?

Ele ficou assustado porque não é considerado politicamente correto retrucar quando um gay diz coisas assim.

- Sim - emendei - que me importa se você é gay ou hetero? Estamos desenvolvendo um projeto, portanto o que eu quero saber são suas idéias e não estou nem aí para o fato de você ser gay ou não.

Acho que a sociedade aceitaria homossexuais com mais facilidade se eles próprios aceitassem sua sexualidade de forma mais natural, sem precisar ficar esfregando isso na cara das pessoas a toda hora. Se entendessem que a sexualidade de uma pessoa é algo íntimo, pra ser dividido apenas com quem ela queira partilhar sua intimidade e não um bordão a ser usado a todo momento.

O que as pessoas fazem entre quatro paredes é problema delas e a discriminação nasce da necessidade que os gays têm de transformar sua sexualidade em uma bandeira a ser agitada a todo momento e esfregada na cara da sociedade. O passo principal para a aceitação pelos outros é a auto-aceitação mas para que isso aconteça o homossexual precisa antes entender que quando se coloca como ser homossexual - e não como ser humano, simplesmente - deu o primeiro passo para ser discriminado.

(zailda coirano)

Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Preparação para a Parada Gay

A Feira Cultural GLTB aconteceu nesta quinta, na praça da República com cerca de 5 mil pessoas, segundo o policiamento local. Leia mais clicando no link abaixo:

JB Online :: TR- Feira temática reúne público gay antes da Parada - 22/05/2008