Complica-se o caso da brasileira atacada por neonazistas

>> quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A advogada brasileira Paula Oliveira morava e trabalhava legalmente com o namorado na Suíça e causou um verdadeiro auê quando deu entrada no hospital toda marcada com símbolos de um partido e alegando ter perdido bebês gêmeos de 3 meses de gestação. Alegava ela que foi atacada por skinheads, que não gostam da presença de estrangeiros no país e que a teriam ouvido falar (em português) ao celular com sua mãe na rua.

Alegava ela que foi espancada e após isso foi a um banheiro público onde perdeu os bebês que esperava. O caso causou comoção mas aos poucos a história foi mudando de figura, ao ser constatado pelo médico de que ela não estava grávida. Foi constatado também que ela sofre de Lúpus, uma doença auto-imune que pode atacar o cérebro provocando inclusive psicose, o que coloca em dúvida seu depoimento.

Também foi constatado que as lesões foram todas em locais do corpo que a vítima mesma poderia ter alcançado e provocado. Uma especialista, entretanto, confirmou que a auto-flagelação é comum entre pessoas que sofrem de psicose, mas que de uma maneira tão extensa quanto aconteceu na advogada brasileira é atípico e nunca tinha visto antes.

Desde que se levantaram suspeitas sobre a história da brasileira seu namorado deixou a casa onde morava com ela e se recusou a dar entrevistas. A polícia investiga sua participação ou conivência na história que (supõe-se) é mentirosa.

A advogada tinha passagem já comprada para embarcar para o Brasil no dia 19/02 mas ao sair do hospital onde esteve internada até ontem foi aberto inquérito contra ela, que possivelmente será acusada de falso testemunho entre outras acusações e está impedida de sair do país.

Quero aqui parabenizar pelo seu excelente trabalho a repórter Carla Cecato do jornal Hoje em Dia da Record, que durante toda a reportagem mostrou ter entrevistado todas as fontes possíveis e apresentou diversas informações conseguidas de várias pessoas entrevistadas pela repórter no decorrer da semana, de forma clara e simples, da forma como eu sempre entendi que um repórter deveria trabalhar. Talvez se estivesse na Globo não tivesse a chance e a liberdade de desempenhar um trabalho tão completo e de maneira tão competente quanto tem demonstrado na última semana.


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Tribunal permite expulsão de supostas alunas lésbicas da escola

>> quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Essa aconteceu na Califórnia. Muitas pessoas têm a impressão de que preconceito é coisa de terceiro mundo, mas como se vê, não é verdade.

Um tribunal da Califórnia autorizou um colégio a expulsar duas alunas da escola por supostas relações lésbicas. Leia mais em Globo news: Tribunal autoriza a expulsão de supostas alunas lésbicas de escola na Califórnia


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Discriminação no orkut

A notícia é interessante, do portal VNews:

As denúncias de xenofobia no site de relacionamentos Orkut cresceram mais de 150% no segundo semestre de 2008 na comparação com os seis primeiros meses do ano, segundo a ONG SaferNet Brasil, que defende os direitos humanos na web.

No primeiro semestre do ano passado, a ONG recebeu 706 denúncias de crimes relacionados à xenofobia, contra 1.876 recebidas no segundo semestre, o que corresponde a um crescimento de 165,7%.

Leia mais em VNews: Denúncias de xenofobia no orkut crescem mais de 150%


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O preconceito está presente em várias áreas de nossa vida

>> segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mesmo não pertencendo a 'grupos minoritários', como convencionou-se chamar aqueles que mais facilmente são vítimas de preconceitos, você pode sentir-se discriminado em vários momentos de sua vida. Por preconceito entenda-se julgar uma pessoa generalizando uma idéia preconcebida e não comprovada. Usar uma idéia aceita como válida pela maioria (mesmo sendo absurda) para formar uma opinião a respeito de pessoa ou coisa que não se conhece.

Por discriminação entenda-se desmerecer, humilhar, prejudicar alguém ou colocá-lo abaixo de outra pessoa apenas baseando-se em um preconceito ou uma idéia generalizada ou falsamente concebida.

Sou professora numa escola de idiomas e como moro perto da escola combinei com a diretora que duas vezes por semana iria até lá e aplicaria testes nos candidatos a alunos que já tivessem cursado inglês ou espanhol em outra escola para classificá-los dentro do curso de minha escola, evitando que cursassem um livro muito acima ou muito abaixo de seus conhecimentos e seu potencial.

Cheguei à escola na hora marcada e já havia uma candidata aguardando. Como ainda estou de férias, compareço nesses dias sem a tradicional pasta com livros, de cara lavada, uma blusa simples, calça jeans e um tênis. A secretária que me atende é uma novata, pergunta à moça a meu lado o que ela deseja. "Vim fazer uma prova classificatória" - responde ela. A secretária avisa que vai ter que esperar a professora chegar. Vira-se para mim e pergunta-me o que desejo. "Vim realizar a prova classificatória" - respondo e imagino que ela deve ter-se dado ao trabalho de olhar as fotos dos professores da escola, que estão ao nosso lado.

Ela me olha e me diz que vou ter que esperar. Eu emendo: "Você não entendeu, eu vim para aplicar a prova". Ela não me escuta, me olha de cima abaixo e lá na cabeça dela nem deve ter passado que vestida dessa maneira eu seja professora, me responde de forma mais ou menos descortêz: "Como eu já disse, ela também está esperando, então você também vai ter que esperar."

Não perco o bom humor, com um sorriso complacente aponto para minha foto e depois para meu próprio rosto. Ela demora alguns minutos para entender a situação, depois sorri embaraçada e me pede muitas desculpas.

O que ela não sabe é que eu já estou acostumada com isso. Sendo da raça negra, visto-me de forma simples, mais parecida com uma aluna de idade avançada que com uma professora. Ela simplesmente julgou o que via, deduziu que eu não poderia ser professora simplesmente porque não parecia com uma professora, pelo menos não com a imagem que ela tem de uma professora que fala fluentemente inglês e espanhol.


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Márcio Garcia vive personagem vítima do preconceito na nova novela da Globo

>> segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


Não é privilégio do Brasil e cada país tem seus preconceitos, que são uma herança regional. Coisas que são aceitas em determinado lugar são alvo de preconceito em outro.

Do alto de seu 1,90 m de altura, Márcio Garcia está sempre com uma postura impecável, o que contrasta com seu jeito mais malandro, de quem cresceu nas areias do Rio praticando esportes. Com um arrastado sotaque carioca, chega a ser difícil imaginar o ator na pele de um indiano que sofre preconceitos ao se apaixonar pela sonhadora Maya, de Juliana Paes.

Continue lendo em Terra - Caminho das Índias


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As prisões - o preconceito

>> domingo, 18 de janeiro de 2009

Muito bom esse artigo do Alex Castro, acho que ele sintetiza tudo o que eu penso sobre o assunto e diz coisas muitíssimo bem sacadas e que nos fazem pensar.

Comenta por exemplo, que quando nos referimos a um negro como 'moreno' estamos suavizando a negritude por medo de sermos considerados racistas. Um texto muito bom e que com uma simplicidade absoluta mostra com objetividade o preconceito racial no Brasil. Recomendo a todos, depois de ler eu duvido que você não sinta a necessidade de refletir sobre o assunto. Depois de ler esse artigo muitas pessoas vão encarar o preconceito de outra forma.

Leia o artigo de Alex Castro - As prisões - o preconceito


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Teste - será que você não é preconceituoso mesmo?

>> sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Eu não me considero uma pessoa preconceituosa, mas quase caí das pernas quando fiz o teste, porque EU NÃO PASSEI!!!!!!

Na verdade o teste é pra você pensar e analisar depois, tipo 'rever os seus valores'. Faça o teste e conheça-se melhor, basta ir lá no blog Mente com curiosidades - Pense e depois me conte o resultado, ok? Mas não vale 'colar'...


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Sua filha pode casar com um negro?

>> sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Tudo bem que você não é preconceituoso e coisa e tal, mas até ter uma teoria tudo bem, vamos ver quando a coisa acontece na prática, com alguém que está bem próximo.

Conheço gente que diz que não tem preconceito de cor e até tem amigos negros, mas aí a filha começa a namorar um negro... A pessoa começa a pensar em genro negro, netos negros... A pessoa muda de posição e não quer de jeito nenhum. E como é que fica então?

É muito fácil não ter preconceito quando se trata de um discurso apenas. Mas quando chega a hora de colocar em prática é que percebemos quanto de hipocrisia existe no discurso. Muita gente inclusive só percebe que discrimina quando acontece uma coisa assim. E como lidar com isso?

Em primeiro lugar ser contra não vai ajudar, já que a filha escolheu não vai mudar de idéia só porque você é contra. Aconselho a conhecer melhor essa pessoa, porque se ele despertou o amor de sua filha deve ter muitas qualidades que você só vai perceber quando parar de olhar só para a cor da pele.

Conhecendo seu futuro genro você pode descobrir que ele é uma excelente pessoa, e você não vai querer sua filha casada com um cafageste, mesmo que seja branco. Se ela escolheu um negro é porque ela não ficou só vendo a cor da pele, foi mais além e se apaixonou por outro ser humano, igualzinho a qualquer um de nós.

Leia também:
Um negro na presidência - sinal dos tempos
Lei contra a discriminação
Reserva de vagas para negros


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É possível ser amiga de uma lésbica?

>> quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

As mulheres morrem de medo de ter amiga lésbica, é como se ela tivesse um vírus que ela pudesse 'pegar'.

Eu tenho amigas gays e não vejo problema nenhum nisso, elas sempre me trataram com o maior respeito e consideração, mesmo porque sabem que eu não sou. É importante saber ao certo do que a gente gosta, ser resolvida sexualmente, para ter uma amizade assim. Se você ainda não descobriu qual é a sua, realmente fica difícil porque você vai se sentir insegura com essa amiga.

Mas se você não gosta de meninas ela vai entender, mesmo porque o que ela poderia fazer? Te estuprar? Não dá, né? Se eu posso ter amigos homens que eu sei que gostam de mulher e não me sinto ameaçada com isso, por quê uma amiga gay me faria sentir medo?

Acho que as pessoas sentem-se seguras à medida que estão seguras da própria sexualidade. Quem ainda não sabe ao certo 'o que vai ser quando crescer' vai ficar com medo mesmo.

Leia também:
Qual a causa do preconceito contra os homossexuais?
O preconceito visto de dentro


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Abre o olho, pai

>> quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Jô Soares tinha um personagem quando fazia programa de humor no qual ele dizia para o amigo:

- Abre o olho!

Ele usava esse bordão (que ficou popular na época) para avisar ao amigo que o filho dele era gay e só ele não percebia.

Na TV ficava engraçado, mas muitas famílias vivem essa realidade. Eu não acho que os pais não percebam que o filho ou filha é homossexual, acho que na maioria das vezes eles fazem de conta que não percebem para não terem que tomar uma atitude.

Tenho amigos que são gays mais que efeminados e amigas que são autênticos 'machos' mas todos tiveram que passar por aquele momento terrível, que adiaram o mais que puderam, da 'revelação'. Sempre houve um momento no qual tiveram que 'contar' aos pais sobre sua orientação sexual e - via de regra - a casa caiu.

Na minha opinião os pais sempre 'sabem' lá no fundo, só não querem encarar. Para eles deve ser difícil ter que encarar o fato de que o filho ou filha é gay e preferem adiar e 'fazer de conta'. Acho difícil não notar porque há sinais clássicos:

  • não namorar
  • não ter amigos do mesmo sexo
  • no caso dos homens, não se interessar por coisas que os homens normalmente gostam: futebol, esportes violentos, filmes de ação
  • não falar da vida pessoal em casa
  • trancar a porta do quarto e ficar bravo quando a mãe (ou a empregada) entram, mesmo que para uma faxina
  • receber ou fazer ligações telefônicas misteriosas
  • ter muitos amigos 'suspeitos'

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